Level Devil – Not a Troll Game: o jogo mais safado que você vai amar odiar

Existem jogos difíceis. Existem jogos extremamente difíceis. E existe Level Devil – Not a Troll Game, uma verdadeira experiência criada para testar os limites da paciência humana.

À primeira vista, ele parece um jogo de plataforma extremamente simples. O objetivo é básico: controlar um pequeno personagem, atravessar o cenário, evitar obstáculos e chegar até a porta que representa o final da fase.

Parece fácil, certo?

Errado. Muito errado.

Level Devil é o tipo de jogo que olha para o jogador, espera ele criar confiança e, justamente quando tudo parece estar sob controle, simplesmente destrói todas as suas expectativas. O chão desaparece, espinhos surgem de lugares inesperados, plataformas mudam de comportamento e aquilo que parecia ser uma passagem tranquila pode se transformar em uma armadilha mortal.

E é justamente essa sacanagem que faz o jogo ser tão divertido.

Um jogo que não respeita o jogador

A principal característica de Level Devil é a capacidade de enganar.

Você começa uma fase observando o cenário e rapidamente cria uma estratégia. O caminho parece evidente. Você pensa onde deve pular, calcula a distância e segue em frente.

Então…

BUM!

O chão desaparece.

Você cai.

Morre.

Volta para o começo.

Na segunda tentativa, já sabe que o chão desaparece. Então decide pular.

Só que agora aparece outra armadilha.

Esta imagem é auto explicativa né boy!

Morre novamente.

É aí que começa a verdadeira experiência Level Devil.

O jogo não quer apenas que você tenha bons reflexos. Ele quer que você aprenda a desconfiar de absolutamente tudo.

Uma plataforma aparentemente segura pode não ser segura. Um caminho aparentemente óbvio pode esconder uma armadilha. Uma parede pode ter uma função inesperada. Um salto que funcionou perfeitamente em uma tentativa pode não funcionar da maneira que você imaginava na próxima situação.

O jogador precisa aprender a pensar como o próprio jogo.

E isso é muito mais difícil do que simplesmente apertar botões rapidamente.

A grande injustiça: você não pode confiar em nada

Talvez a maior “injustiça” de Level Devil seja justamente essa sensação de que o jogo está sempre tentando trapacear.

Você olha para a tela e pensa:

“Não é possível que eles fizeram isso.”

Mas fizeram.

E fizeram de propósito.

Essa é a grande diferença entre uma dificuldade convencional e a proposta de Level Devil. Em muitos jogos de plataforma, o desafio está em dominar uma mecânica. Você aprende a pular, entende o comportamento dos inimigos e, com prática, consegue superar o obstáculo.

Aqui, muitas vezes, o desafio é descobrir qual é a pegadinha escondida naquela fase.

Depois que você descobre, tudo fica muito mais fácil.

E isso cria uma situação curiosa: você pode morrer várias vezes em poucos segundos, mas depois de entender a armadilha consegue atravessar o mesmo trecho com uma facilidade absurda.

O problema é que existe uma nova armadilha logo depois.

A morte faz parte da diversão

Level Devil é praticamente construído em torno da morte.

Morrer não significa necessariamente que você jogou mal. Às vezes significa apenas que você ainda não descobriu o que o jogo preparou para você.

E isso muda completamente a relação com o fracasso.

Em vez de pensar apenas:

“Sou ruim nesse jogo.”

Você começa a pensar:

Imagem de mais uma fase desgraçada boy!

“O que esse maldito jogo fez dessa vez?”

Essa curiosidade é uma das grandes responsáveis pelo vício.

Você quer descobrir a próxima pegadinha.

Quer saber o que acontecerá depois da porta.

Quer entender por que aquele salto aparentemente perfeito terminou em uma morte ridícula.

E, quando percebe, está jogando há muito mais tempo do que pretendia.

O verdadeiro combustível é a zoeira

Apesar de toda a dificuldade, existe algo ainda mais importante em Level Devil:

a zoeira.

Esse jogo não está interessado apenas em desafiar o jogador.

Ele quer tirar sarro dele.

Existe uma espécie de humor escondido em cada situação absurda. O jogo cria expectativas para depois destruí-las de maneira completamente inesperada.

Você pensa que encontrou o caminho certo.

O jogo diz:

“Achou mesmo?”

Você tenta novamente.

Ele apresenta outra surpresa.

E você começa a rir da própria desgraça.

Essa é uma característica extremamente inteligente do jogo. A frustração é acompanhada por humor. Se Level Devil fosse apenas difícil, provavelmente seria cansativo.

Mas ele consegue transformar a própria dificuldade em piada.

Você morre de uma maneira tão absurda que, em vez de simplesmente ficar irritado, acaba dando risada.

É quase um duelo psicológico

Depois de algumas fases, algo curioso acontece.

Você começa a jogar de maneira completamente diferente.

No começo, você simplesmente corre.

Depois de morrer algumas vezes, passa a andar devagar.

Observa o chão.

Olha para as plataformas.

Desconfia dos obstáculos.

Pensa antes de pular.

E, principalmente, começa a imaginar:

“Onde será que esse desgraçado vai me pegar?”

O jogo conseguiu colocar uma paranoia na cabeça do jogador.

Você passa a desconfiar até das coisas que parecem normais.

E quando uma fase parece fácil demais, isso se torna ainda mais suspeito.

“Está muito tranquilo… tem alguma coisa errada.”

Provavelmente tem.

O vício inexplicável

É aqui que Level Devil mostra sua maior força.

Você sabe que o jogo é safado.

Sabe que ele vai fazer você morrer.

Sabe que provavelmente vai passar raiva.

E mesmo assim…

você continua jogando.

É quase um relacionamento tóxico entre jogador e videogame.

Você perde.

Fica indignado.

Diz que não vai jogar mais.

Fecha o jogo.

Alguns minutos depois:

“Vou tentar só mais uma vez.”

E lá está você novamente.

Essa sensação acontece porque cada tentativa traz algum tipo de progresso. Mesmo quando você morre, você aprende alguma coisa.

Você descobriu uma armadilha.

Aprendeu o momento certo para pular.

Percebeu que aquela plataforma não era confiável.

Entendeu como atravessar determinado trecho.

Então existe sempre a sensação de que a próxima tentativa pode ser aquela em que finalmente você consegue.

E quando consegue…

a satisfação é enorme.

Simplicidade que funciona

Outro ponto interessante é que Level Devil não precisa de gráficos absurdamente complexos para funcionar.

Sua apresentação é relativamente simples, mas isso combina perfeitamente com a proposta.

O cenário não precisa ser gigantesco.

Os personagens não precisam ter dezenas de habilidades.

Não são necessários efeitos cinematográficos.

O importante é a interação entre o jogador e a fase.

É quase como se o jogo estivesse dizendo:

“Aqui está um personagem. Aqui está uma porta. Agora tente chegar até ela.”

Só isso.

E, mesmo assim, consegue criar situações capazes de deixar o jogador completamente desesperado.

Isso mostra que uma boa ideia não precisa necessariamente de uma produção gigantesca.

Uma mecânica simples, quando bem utilizada, pode render uma experiência extremamente divertida.

Level Devil entende a curiosidade humana

Existe também um aspecto psicológico interessante.

O ser humano tem curiosidade.

Quando algo nos surpreende, queremos descobrir o que vem depois.

Level Devil explora isso muito bem.

Você acabou de descobrir uma armadilha completamente absurda e imediatamente quer saber qual será a próxima.

Talvez seja outra plataforma falsa.

Talvez o cenário mude.

Talvez exista uma passagem escondida.

Talvez o jogo simplesmente invente uma nova maneira de fazer você cair.

E essa expectativa mantém o jogador preso.

Você não está apenas tentando vencer.

Está tentando descobrir qual será a próxima sacanagem.

Quando a injustiça vira diversão

Normalmente, chamar um jogo de injusto não seria exatamente um elogio.

Mas em Level Devil isso funciona de maneira diferente.

A injustiça é parte da identidade.

O jogo não tenta esconder que está brincando com você.

Pelo contrário.

Ele praticamente coloca isso no centro da experiência.

O jogador sabe que será enganado.

O jogo sabe que o jogador sabe.

E mesmo assim consegue surpreendê-lo.

Esse é o verdadeiro mérito.

Porque fazer alguém cair em uma armadilha uma vez é fácil.

Fazer essa pessoa continuar acreditando que descobriu todas as armadilhas e depois surpreendê-la novamente é muito mais difícil.

( a parte boa é que nunca acaba kkkkk são muitas fases boy! )

Um jogo perfeito para compartilhar

Level Devil também combina muito bem com vídeos, lives e conteúdo para redes sociais.

A razão é simples:

as reações são engraçadas.

Uma pessoa pode estar jogando tranquilamente e, de repente, morrer por causa de alguma coisa completamente inesperada.

A reação vem naturalmente.

Grito.

Risada.

Xingamento.

Incredulidade.

E depois:

“Deixa eu tentar de novo.”

Isso transforma Level Devil em um ótimo jogo para assistir outras pessoas jogando.

Às vezes, inclusive, assistir alguém descobrindo uma armadilha pode ser tão divertido quanto cair nela.

O jogador aprende a ser desconfiado

Talvez uma das maiores ironias seja que Level Devil ensina uma habilidade muito específica:

desconfiar de tudo.

Depois de jogar bastante, você começa a desenvolver uma espécie de sexto sentido.

Uma plataforma parece estranha?

Você desconfia.

O caminho está fácil demais?

Você desconfia.

A porta está logo ali?

Você desconfia.

Não aconteceu absolutamente nada nos últimos cinco segundos?

VOCÊ DESCONFIA AINDA MAIS.

E isso cria uma experiência extremamente particular.

O jogo começa controlando o personagem.

Depois de algumas horas, parece que está controlando a mente do jogador.

Vale a pena jogar?

Sem dúvida.

Principalmente se você gosta de jogos de plataforma, desafios rápidos e experiências que não levam a si mesmas completamente a sério.

Level Devil não é para quem quer uma aventura tranquila.

Também não é para quem fica profundamente irritado quando um jogo faz uma pegadinha.

Mas se você consegue rir da própria desgraça, ele pode ser extremamente divertido.

O segredo é entender a proposta.

Não entre esperando um jogo convencional.

Entre esperando ser enganado.

Espere morrer.

Espere descobrir que estava errado.

Espere o jogo fazer alguma coisa completamente absurda.

E, principalmente, aprenda a rir quando ele conseguir te pegar.

Conclusão: Level Devil é safado, injusto e maravilhoso

Level Devil – Not a Troll Game é uma daquelas experiências que conseguem transformar uma ideia extremamente simples em algo memorável.

Ele não precisa de uma história gigantesca, gráficos revolucionários ou dezenas de sistemas complexos.

Sua principal arma é a criatividade.

Cada fase pode ser uma pequena brincadeira entre desenvolvedor e jogador.

Você pensa que entendeu.

O jogo muda as regras.

Você se adapta.

Ele inventa outra coisa.

Você aprende.

Ele tenta novamente.

E assim nasce um dos ciclos mais divertidos e viciantes que um jogo de plataforma pode oferecer.

É injusto? Com certeza.

É safado? Pra caramba.

Vai fazer você passar raiva? Pode apostar.

Você vai querer desistir? Provavelmente.

Mas também existe uma verdade difícil de negar:

você provavelmente vai voltar.

Porque depois de ser humilhado pelo jogo, existe aquela vontade irresistível de finalmente vencer a fase que estava te destruindo.

E quando a porta finalmente abre…

A sensação é maravilhosa.

Você olha para a tela e pensa:

“Agora foi, seu filho da mãe!”

Só que existe um pequeno problema.

Ainda tem outra fase.

E ela provavelmente está esperando você.

Level Devil é isso: um jogo que transforma a sacanagem em diversão, a injustiça em desafio e a derrota em combustível para tentar novamente.

No fim das contas, talvez o verdadeiro troll não seja o jogo.

zodd não recomenda:

Recomendação: jogue por sua conta e risco

Se você é daqueles jogadores que gostam de desafios, têm paciência e conseguem rir depois de morrer pela vigésima vez em uma fase de poucos segundos, Level Devil – Not a Troll Game merece entrar na sua lista. O jogo é simples, criativo e extremamente divertido, principalmente para quem gosta de descobrir armadilhas e superar desafios na base da insistência.

Mas fica o aviso: não entre achando que será uma experiência tranquila. Level Devil é um jogo safado por natureza. Ele vai enganar você, fazer você cair em armadilhas ridículas e provavelmente vai conseguir surpreendê-lo justamente quando você estiver convencido de que finalmente entendeu a fase.

A recomendação para o leitor é simples: jogue, mas não diga que eu não avisei.

Tenha paciência, aceite que algumas mortes fazem parte da brincadeira e, principalmente, não leve as trollagens para o lado pessoal. O jogo quer exatamente que você fique desconfiado de tudo.

E existe uma regra fundamental: quando você disser “só mais uma tentativa”, prepare-se. Essa tentativa pode facilmente virar meia hora.

Portanto, caro leitor, se tiver coragem, entre em Level Devil.

Mas depois não venha dizer que o Zoddverso não avisou.

Quer jogar mermo boy tu quem sabe véi

Somos nós, que sabemos exatamente o que ele vai fazer conosco e continuamos apertando o botão “jogar novamente”.

Conteúdo adicional para sua experiência boy:Level Devil no Steam

Tem muito mais aqui menor:Home – zoddverso

 

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