Analise de Berserk: Millennium Falcon o melhor jogo de Berserk já feito?

Existem jogos baseados em mangás que simplesmente usam o nome de uma obra famosa para tentar vender algumas cópias. E existem aqueles que conseguem transportar para os videogames parte daquilo que tornou o material original tão especial.

Berserk: Millennium Falcon Hen Seima Senki no Shō, lançado para PlayStation 2 em 2004, pertence à segunda categoria.

Para muitos fãs, ele continua sendo uma das experiências mais especiais já produzidas com a licença de Berserk. E, para este que vos escreve, existe uma maneira ainda mais simples de resumir:

esse jogo é foda pra caralho.

E não é apenas porque estamos falando de Guts empunhando a Dragon Slayer. O game consegue transformar uma das fases mais interessantes do mangá em uma aventura jogável, combinando ação, exploração, narrativa e aquele combate brutal que parece ter sido feito sob medida para o Espadachim Negro.

Hoje, graças aos projetos da comunidade brasileira, existe ainda uma maneira especial de revisitar essa relíquia: uma versão traduzida e dublada em português do Brasil, permitindo que novos jogadores conheçam essa verdadeira joia do PS2.

Um Berserk feito para quem conhece Berserk

Millennium Falcon não tenta simplesmente contar uma história qualquer usando Guts como protagonista.

O jogo adapta acontecimentos relacionados ao arco do Falcão do Milênio, cobrindo material correspondente aproximadamente aos volumes 22 a 27 do mangá. A história acompanha Guts em sua jornada para encontrar uma maneira de ajudar Casca e seguir em direção a Elfhelm.

Isso é importante porque estamos falando de uma fase extremamente rica da obra de Kentaro Miura.

Depois do Eclipse, Guts já não é mais aquele personagem que conhecemos no começo da história. Ele passou por uma transformação gigantesca. Está mais experiente, mais brutal e também mais determinado.

É justamente esse Guts que o jogador encontra.

E existe algo muito satisfatório em colocar o controle nas mãos do jogador e permitir que ele assuma o papel de um personagem tão icônico.

Você não está controlando simplesmente um guerreiro.

( ilustração do nosso personagem favorito o Guts.)

Você está controlando Guts.

A Dragon Slayer é praticamente uma personagem

Se existe algo que define a experiência de Millennium Falcon, é a Dragon Slayer.

A espada não parece uma arma convencional. Ela é enorme, pesada e brutal. E o jogo faz questão de transmitir essa sensação.

Guts não movimenta aquela espada como se estivesse segurando uma katana leve.

Cada golpe parece exigir esforço.

A animação transmite peso e impacto, e isso faz uma diferença enorme na experiência.

Você sente que está utilizando uma arma absurda.

E isso combina perfeitamente com a fantasia de Berserk.

O objetivo não é fazer Guts parecer um espadachim elegante.

Ele precisa parecer um homem tentando sobreviver carregando uma monstruosidade de metal.

Quando ele começa a atacar uma multidão de inimigos, a sensação é maravilhosa.

É violência em forma de videogame.

O verdadeiro coração do jogo: o combate

Millennium Falcon é essencialmente um jogo de ação e combate contra grandes grupos de inimigos. Algumas fontes classificam o título como ação/beat ‘em up, enquanto outras o descrevem diretamente como hack and slash.

E, sinceramente?

Para mim, chamar de hack and slash faz todo sentido.

Porque grande parte da diversão está justamente em pegar a Dragon Slayer e abrir caminho na base da porrada.

Você enfrenta hordas de inimigos e precisa aprender a controlar os ataques de Guts, aproveitar seus recursos e entender o momento correto para atacar.

O jogo também oferece outras ferramentas do arsenal do protagonista, como besta, canhão de braço e diferentes equipamentos.

E isso deixa o combate muito mais interessante.

Guts não depende apenas da espada.

Ele é um verdadeiro arsenal ambulante.

O peso dos golpes é o diferencial

Uma das coisas mais legais do combate é que o jogo não tenta transformar Guts em um personagem extremamente ágil.

Existe uma razão para isso.

A Dragon Slayer é pesada.

O personagem precisa se comprometer com seus ataques.

Isso faz com que cada golpe tenha importância.

Você não simplesmente aperta botões desesperadamente.

É necessário entender a distância, posicionamento e momento correto para atacar.

Uma análise publicada na época destacou justamente essa sensação de peso da espada, além das diferentes armas e habilidades disponíveis para Guts.

E isso, para mim, é uma das maiores qualidades do jogo.

O combate parece respeitar o personagem.

E quando entra o contra-ataque…

Aqui o jogo fica ainda mais bonito.

Os contra-ataques são algumas das animações mais satisfatórias de Millennium Falcon.

Guts interrompe o ataque adversário e responde de uma maneira extremamente brutal.

É aquele momento em que você olha para a televisão e pensa:

“É ISSO! ISSO É BERSERK!”

A animação consegue capturar a brutalidade do personagem e transformar uma mecânica de combate em espetáculo.

E quando você enfrenta inimigos maiores, a sensação fica ainda melhor.

Os chefes são um espetáculo

Se o combate contra inimigos comuns já é divertido, as batalhas contra chefes elevam a experiência.

E aqui entram alguns dos nomes mais importantes do universo de Berserk.

Zodd.

( ilustração de batalha Guts X Zodd simplesmente animal!)

Grunbeld.

Entre outros adversários capazes de transformar uma batalha comum em um verdadeiro espetáculo.

Os confrontos contra chefes são uma das grandes atrações do jogo justamente porque exigem mais atenção e aproveitam melhor as possibilidades do sistema de combate.

Uma análise contemporânea chegou a destacar as batalhas contra chefes como um dos principais pontos fortes do título, citando especialmente Zodd e Grunbeld.

E quem conhece Berserk sabe o tamanho desses personagens.

Enfrentar Zodd controlando Guts em um jogo de PS2 é uma experiência que simplesmente não envelhece na memória do fã.

Um jogo que entende a fantasia de ser Guts

Essa talvez seja a maior qualidade de Millennium Falcon.

Ele não precisa ser o jogo mais tecnicamente sofisticado do mundo.

Ele precisa fazer você sentir que está controlando Guts.

E consegue.

Você atravessa áreas infestadas de monstros.

Pega a Dragon Slayer.

Utiliza o canhão de braço.

Ataca inimigos gigantes.

Usa recursos de apoio.

Enfrenta chefes.

E segue avançando.

É exatamente o tipo de fantasia que um fã de Berserk gostaria de experimentar.

Progressão e evolução

O jogo também possui elementos de progressão.

Ao derrotar inimigos, Guts obtém experiência e pode melhorar diferentes aspectos de suas habilidades.

É possível evoluir características relacionadas à espada, vida, equipamentos e recursos de apoio.

Isso cria uma sensação agradável de crescimento.

Quanto mais você joga, mais preparado Guts fica.

E isso combina muito bem com a própria narrativa.

Você está atravessando um mundo brutal e, ao mesmo tempo, fortalecendo o protagonista para enfrentar ameaças cada vez maiores.

A atmosfera de Berserk

Outro ponto que merece muito destaque é a atmosfera.

Berserk nunca foi simplesmente uma história sobre espadas e monstros.

Existe melancolia.

Existe horror.

Existe sofrimento.

Existe esperança.

Existe amizade.

Existe traição.

E existe aquela sensação constante de que o mundo é cruel demais.

Millennium Falcon tenta reproduzir esse clima através dos cenários, músicas, cenas e principalmente da apresentação dos personagens.

Os modelos dos personagens são bastante detalhados para os padrões do PS2, e o jogo utiliza cenas cinematográficas para apresentar momentos importantes da história.

É impressionante pensar que estamos falando de um jogo lançado em 2004.

A abertura é maravilhosa

Um dos destaques técnicos é a abertura.

Uma análise contemporânea chegou a classificá-la como impressionante, destacando a maneira como a arte de Miura foi traduzida para o formato do jogo.

E isso faz diferença.

Berserk possui uma identidade visual muito forte.

Quando um jogo consegue respeitar essa identidade, o resultado imediatamente ganha pontos com o fã.

E chegamos à dublagem brasileira

Agora vem uma das coisas que tornam essa versão ainda mais especial para nós brasileiros.

A comunidade fez o que oficialmente nunca tivemos: trouxe o jogo para o português.

O projeto possui tradução completa dos textos, menus, gráficos e cenas, além da dublagem em português brasileiro realizada pela Maxima-Dub.

E o elenco é enorme.

Guts recebeu voz de O Lado Nerd Obscuro.

Puck, Caska, Farnese, Isidro, Serpico, Schierke, Griffith, Zodd, Skull Knight, Grunbeld e diversos outros personagens também receberam vozes em português.

Isso é simplesmente fantástico.

Porque uma coisa é jogar um game japonês de 2004 sem entender praticamente nada.

Outra é conseguir acompanhar a história em português, entender os diálogos e ouvir os personagens falando nossa língua.

É uma nova maneira de experimentar uma obra antiga.

O trabalho dos fãs merece respeito

É importante destacar que essa localização não veio de uma empresa gigantesca.

Foi trabalho de fãs.

A tradução envolveu diferentes colaboradores, enquanto a dublagem ficou sob responsabilidade da Maxima-Dub, com direção de O Lado Nerd Obscuro e Pedro Hanma.

Esse tipo de projeto mostra uma coisa muito bonita sobre comunidades de fãs.

Quando existe paixão por uma obra, pessoas dedicam tempo e talento para permitir que outros fãs também possam aproveitá-la.

E Berserk é justamente o tipo de obra que inspira esse tipo de dedicação.

O jogo envelheceu?

Tecnicamente, claro que sim.

Estamos falando de um título de 2004.

Mas isso não diminui sua importância.

Na verdade, existe algo muito especial em voltar para ele atualmente.

Os gráficos têm aquela estética característica do PS2.

As animações são próprias daquela geração.

Os cenários podem parecer simples para os padrões atuais.

Mas quando Guts começa a balançar a Dragon Slayer…

você esquece tudo isso.

Porque o que importa é a sensação.

E essa sensação continua funcionando.

Um jogo perfeito para fãs de Berserk

Millennium Falcon talvez não seja o jogo perfeito para qualquer pessoa.

Mas existe uma diferença enorme quando você é fã de Berserk.

Você reconhece os personagens.

Reconhece os acontecimentos.

Entende as referências.

Sabe o significado de determinados encontros.

E, principalmente, entende o peso de controlar Guts.

É por isso que eu considero completamente compreensível alguém colocar esse jogo acima de outras adaptações.

Ele entrega aquilo que o fã realmente quer:

ser Guts.

E ainda existem conteúdos extras

Depois de terminar a aventura principal, o jogo oferece modos adicionais.

Entre eles está o chamado “100 Animal Murder”, no qual o jogador precisa derrotar determinados números de inimigos dentro de limites específicos.

Também existe um modo Boss Rush, permitindo enfrentar chefes novamente com diferentes armas desbloqueadas.

Isso dá uma vida extra ao jogo depois da campanha.

E para quem simplesmente quer continuar destruindo monstros com a Dragon Slayer, é um ótimo motivo para permanecer jogando.

Por que eu considero esse o melhor?

É claro que existem outras adaptações de Berserk.

Temos jogos diferentes, estilos diferentes e propostas diferentes.

Mas Millennium Falcon possui uma combinação que considero difícil de superar:

história de Berserk + Guts + Dragon Slayer + hordas de inimigos + chefes incríveis + progressão + atmosfera + PS2.

E agora ainda existe a possibilidade de experimentar tudo isso em português graças ao trabalho da comunidade.

Para mim, isso coloca o jogo em uma posição muito especial.

Ele não precisa ser tecnicamente perfeito.

Não precisa ter o melhor sistema de combate já criado.

Não precisa competir com os gigantes modernos do hack and slash.

Ele precisa apenas fazer uma coisa:

fazer o fã de Berserk sorrir quando Guts começa a destruir tudo pela frente.

E nisso ele é excelente.

Conclusão

Berserk: Millennium Falcon Hen Seima Senki no Shō é uma verdadeira relíquia do PlayStation 2.

É um jogo de uma época em que adaptações de mangá ainda eram muito mais difíceis de encontrar fora do Japão, e justamente por isso ele acabou se tornando uma espécie de tesouro escondido para os fãs.

Seu combate pesado combina perfeitamente com Guts.

A Dragon Slayer parece realmente uma arma monstruosa.

Os chefes são memoráveis.

A história utiliza um período importante do mangá.

Os personagens estão presentes.

A atmosfera tenta reproduzir a identidade de Berserk.

E agora a comunidade brasileira tornou essa experiência ainda mais acessível através de uma tradução e dublagem em português.

Para mim, se existe um jogo que merece ser chamado de o melhor jogo baseado em Berserk, Millennium Falcon tem todos os argumentos necessários para ocupar esse trono.

Porque ele não tenta transformar Berserk em outra coisa.

Ele simplesmente pega aquilo que já funciona…

coloca Guts na tela, entrega a Dragon Slayer para o jogador e manda você entrar em um mundo completamente desgraçado.

E é exatamente isso que um fã quer.

Berserk é sofrimento.

Guts é sofrimento.

Mas controlar esse filho da mãe e sair destruindo tudo pela frente?

Isso é felicidade.

No YouTube: “Berserk Millennium Dublado e Traduzido PT-BR – PS2”, do canal Game State BR. todos os direitos ao canal!

https://www.youtube.com/embed/QIqFAfeJAIc

zodd recomenda muito:

Recomendação: uma experiência obrigatória para qualquer fã de Berserk

Se você é fã de Berserk, existe uma recomendação que eu faço sem pensar duas vezes: coloque Berserk: Millennium Falcon Hen Seima Senki no Shō, do PlayStation 2, na sua lista. Lançado originalmente em 2004, o jogo coloca você no controle de Guts e transforma o universo de Kentaro Miura em uma experiência de ação brutal, pesada e extremamente divertida.

O grande destaque está justamente na sensação de controlar Guts. Empunhar a Dragon Slayer e atravessar hordas de inimigos é uma experiência que combina perfeitamente com a personalidade do Espadachim Negro. As batalhas contra grandes adversários e a atmosfera do arco Millennium Falcon fazem o jogo parecer uma verdadeira extensão interativa do mangá.

E para nós, brasileiros, existe um motivo ainda maior para conhecer essa versão: a comunidade produziu uma tradução completa e uma dublagem em português do Brasil, realizada pela Maxima-Dub. O projeto recebeu textos, menus, gráficos e cenas traduzidos, além das falas dubladas.

Por isso, se você nunca experimentou esse jogo, dê uma chance. E se você já conhece Berserk, melhor ainda: prepare-se para reviver alguns dos melhores momentos da obra de uma maneira completamente diferente.

Para começar, você pode conferir no YouTube uma versão dublada em PT-BR do jogo, publicada pelo Game State BR.

Berserk é sofrimento. Controlar Guts, porém, é felicidade.

Capa do game recomendado:

Este eu recomendo de verdade!

Conteúdo adicional boy:Berserk: BERSERK – MILLENNIUM FALCON HEN SEIMA SENKI NO SHOU – (NTSC-J)

Tem muito mais aqui boy:Home – zoddverso

 

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